segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Saudades da minha terra
A vida de expatriado não é facil.
Eu poderia fazer uma longa lista de coisas que funcionam e são melhores nos Estados Unidos, mas o coração a gente não engana.
Como é bom o familiar.
Como é bom passar por lugares e ter memórias antigas, com pessoas que já se foram, mas que estão no coração. Como é bom não ser minoria, não ter sotaque, não ter que explicar toda vez de onde veio, como e porque.
Eu não quero morrer aqui.
E se eu tiver que morrer aqui, já falei que vou por no meu testamento: quero que as minhas cinzas sejam levadas e espalhadas no mar do Embaré.
Acabei de voltar, mas já estou com saudades.
Quantas memórias eu estou deixando de construir porque estou longe das pessoas e das coisas que eu amo... quanto dói o coração porque a minha filha está crescendo e as pessoas que realmente importam para mim não estão por perto para compartilhar esses pequenos momentos, essa coisa relaxada do dia-a-dia.
Foi muito emocionante poder apresentar a Maya para a vovó Marina. Que alegria quando eu cheguei no aeroporto e ela estava lá para receber a bisnetinha. Que saudade do vovô Alvaro, tenho certeza que ele está orgulhoso lá no céu.
Estou de volta, agora a vida continua.
É hora de me concentrar na casa nova, nos novos projetos. E esperar ansiosa pela próxima oportunidade de estar na terra que tem palmeiras onde canta o sabiá.
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